4 – 6 de nov. de 2026
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
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“Quatro altares em talha, completos..”. O destino de alguma da obra barroca apeada da Sé do Porto

4 de nov. de 2026 11:05
20m
DCTP (FLUP)

DCTP

FLUP

Comunicação | Paper Espaços sacros Espaços Sacros

Palestrantes

Ana Cristina Sousa (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) José Carlos Amorim (Museu de Lamas)

Descrição

A catedral do Porto conheceu transformações significativas durante a sede vacante de 1717-1741. Entre as obras implementadas no corpo da igreja contou-se a abertura de seis capelas (três em cada lado) nos espessos muros das naves. Esses espaços foram ocupados por seis imponentes retábulos em talha dourada contratados, em 1726, aos mestres entalhadores Garcia Fernandes de Oliveira e Caetano da Silva Pinto: São Tiago, Santa Apolónia e Santíssima Trindade (lado do Evangelho); São Gonçalo, Santa Luzia e Sagrada Família (lado da Epístola). Na década de 1930, durante as obras de restauro levadas a cabo pela DGEMN, as capelas foram destruídas e os retábulos apeados. A qualidade das peças em causa determinou, no entanto, a sua reutilização e foram várias as paróquias que os revindicaram. Conhece-se o destino dos quatros retábulos das extremidades: os de São Tiago e de São Gonçalo na igreja de Santa Maria de Lamas (Vila da Feira); o da Santíssima Trindade na Capela de Santa Eufémia (Vila do Gerês); o da Sagrada Família na igreja do Monte de Nossa Senhora da Assunção (Monte Córdova).
A partir da informação documental recolhida pelos estudiosos do século XX que sobre este edifício se debruçaram, das fotografias anteriores aos restauros da DGEMN e respetiva documentação escrita, bem como da visita aos locais onde os retábulos se encontram atualmente, pretendemos trazer uma nova leitura destas imponentes peças. Intenta-se refletir sobre as mutações dos espaços sacros, da viagem dos objetos e respetivas adaptações a que estes são sujeitos no decurso da sua vida, bem como do papel que assumem na ressignificação dos novos lugares que os acolhem.

Nota biográfica | Short Bio

Ana Cristina Sousa é professora associada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, da área científica da História da Arte, diretora do Departamento de Ciências e Técnicas do Património e do Mestrado de História da Arte, Património e Cultura Visual. nvestigadora integrada do CITCEM/FLUP, colabora com o GOVCOPP e é membro do GREC da Universidade Federal de Salvador da Bahia, bem como do grupo de investigação “Communities, Representations, Cultural Intersections” da Universidade de Bucareste.

José Amorim tem Licenciatura (2009) e Mestrado (2012) em História da Arte, ambos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP). É doutorando em Estudos do Património, ramo de História da Arte, com o tema “Domus Áurea (e) Arquivo de Fragmentos de Arte - O Museu de Lamas: coleções e cenografias de um colecionador” (orientado pela Professora Doutora Ana Cristina Sousa).

Palavras-chave | Keywords Sé do Porto; retábulos; DGEMN; viagem dos objetos; ressignificação.

Autores

Ana Cristina Sousa (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) José Carlos Amorim (Museu de Lamas)

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