Palestrante
Descrição
Entendemos o Megalitismo numa acepção holística, que compreende não exclusivamente uma tipologia arquitetónica mas sobretudo um conjunto de práticas sociais e simbólicas relacionada mas não exclusivas do mundo funerário, já avançadas por autores consagrados como Sherratt e V. Gonçalves.
Na Península Ibérica, os tholoi, sepulcros de falsa cúpula, constituem a “ultima” solução arquitetónica que se pode inscrever no fenómeno megalítico das antigas sociedades camponesas, patente em vários monumentos do Alentejo e da Península de Lisboa que evidenciam reutilizações / transformações de sepulcros neolíticos como antas, grutas e hipogeus. Por outro lado, são também frequentes as reutilizações datadas da Idade do Bronze em tholoi, funerárias ou não.
A presente comunicação discute o significado dos tholoi como elo de ligação entre a paisagem megalítica do 4º milénio e os diversos usos das sociedades da Idade do Bronze do 2º milénio a.n.e.
Nota biográfica | Short Bio
Doutora em Pré-história (2010) e Mestre em Pré-história e Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1997) Licenciada em História, variante de Arqueologia (1993).
Professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa desde 2008, leccionando nas Licenciaturas de Arqueologia e de História e no Mestrado em Arqueologia.
Investigadora na UNIARQ, no Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, desde 1997.
Mais informação: https://id.letras.up.pt/geniusloci/ks_anacsousa/