4 – 6 de nov. de 2026
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
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ÈṢÙ YANGUI: UMA ANÁLISE ICONOGRÁFICA A PARTIR DA OBRA DE HÉCTOR JULIO PÁRIDE BERNABÓ - CARYBÉ E PIERRE FATUMBI VERGER

6 de nov. de 2026 14:50
20m
Faculdade de Letras da Universidade do Porto

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Via Panorâmica, s/n 4150-564 Porto Portugal
Comunicação | Paper Imagens e Contextos Imagens e contextos

Palestrante

Vinicius Vasconcelos Castro (Faculdade de Letras da Universidade do porto - FLUP)

Descrição

A síntese objetiva dessa pesquisa é apresentar e pôr em discussão as características culturais que definem o Orixá Exu (Èṣù), articulando possíveis leituras dos símbolos e cores que compõem a representação da iconografia do Orixá. A fonte desta pesquisa será basicamente as fotografias e os mitos pesquisados e selecionados pelo fotógrafo Pierre Fatumbi Verger, referentes ao Orixá Exu (Èṣù), publicado em 1957 pelo instituto Francês da África Negra, em Dacar, Senegal, a obra Notas sobre o Culto aos Orixás e Voduns na Bahia de Todos os Santos, no Brasil, e na Antiga Costa dos Escravos, na África e a obra Iconografia Dos Deuses Africanos No Candomblé́ Da Bahia. O livro inclui 128 aquarelas, criadas entre 1940 e 1980 e publicado em 1981 do artista plástico argentino Héctor Julio Páride Bernabó, conhecido como Carybé, onde encontramos uma introdução do escritor Jorge Amado, além de um ensaio do artista plástico Waldeloir Rego, no qual aborda a mitologia e os rituais presentes no livro e um texto escrito pelo fotógrafo e etnólogo francês Pierre Fatumbi Verger, que discute o tráfico de escravos africanos destinados ao Brasil e os laços entre as duas culturas. Nesse sentido, este texto tem como objetivo não só apresentar, mas também pôr em discussão as características culturais que definem o Orixá Exu (Èṣù). Pretendemos analisar a arte de vestir esta divindade. Para alcançar este objetivo, procuramos identificar e categorizar os elementos simbólicos deste Orixá. Através do olhar semiológico sobre sua indumentária, seus signos e símbolos a partir da iconografia em Verger (1999), Um iaô de Èṣú na Bahia, Eṣu, guardião da cidade de Oṣogbo e Legeba, guardião das casas em Abomé, República do Benin e escolhemos a aquarela, referenciada como, Exu de Carybé.

Nota biográfica | Short Bio

Mestrando em História da Arte, Património e Cultura Visual da Faculdade de Letras da Universidade do Porto - FLUP, Especialista em Educação para as Relações Étnico-raciais na Universidade Federal de Campina Grande - UFCG, Especialização em Ciências da Religião pela Faculdade Integrada de Patos - FIP, Especialização em Linguagens, Suas Tecnologias e o Mundo do Trabalho pela Universidade Federal do Piauí - UFPI e Graduação em História pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB. Tem experiências na área de História, com ênfase em História do Brasil Colônia e Antropologia das Populações Afroameríndios, atuando principalmente nos seguintes temas: Arte e Educação Decolonial, História Cultural, História Oral, História e Religião, Gênero, Orixás e Sagrado.

Palavras-chave | Keywords Exu; Orixá; Candomblé; Iconografia; Símbolos.

Autor

Vinicius Vasconcelos Castro (Faculdade de Letras da Universidade do porto - FLUP)

Materiais de apresentação

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