4 – 6 de nov. de 2026
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
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A Gestão do Patrimônio Arqueológico nas últimas décadas em Portugal: Estratégias e Objetivos.

4 de nov. de 2026 10:35
20m
Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Via Panorâmica, s/n 4150-564 Porto Portugal
Comunicação | Paper Gestão do Património Gestão do património

Palestrante

Prof. Gertrudes Branco (Universidade de Évora, Escola de Ciências Sociais)

Descrição

Portugal conheceu, nas últimas duas décadas, um aumento significativo no volume de trabalhos arqueológicos autorizados em território continental. Estas intervenções integraram-se, na sua maioria, no âmbito da arqueologia preventiva e da minimização de impactes decorrentes de planos, projetos e obras em espaços urbanos e rurais. Este incremento impôs desafios complexos ao Estado português, a quem compete assegurar a proteção e a valorização do património arqueológico. Esta herança deve ser transmitida às gerações vindouras, embora surja num contexto frequentemente conflituoso com as exigências de desenvolvimento económico das sociedades atuais. Cientes desta realidade, o presente estudo estabelece o seu recorte analítico na avaliação da eficácia dos mecanismos de tutela e da produção científica gerada por esta atividade intensiva. A abordagem adota uma metodologia de análise documental e quantitativa, estruturada em torno de duas questões específicas que servem de critérios fundamentais de discussão: Em primeiro lugar, avalia-se a adequação da legislação em vigor face à salvaguarda patrimonial. Assume-se, como pressuposto de partida, que o quadro normativo nacional se encontra datado e demonstra dificuldade em responder aos desafios da prática arqueológica contemporânea. Perante isto, o critério analítico consistirá no confronto entre o atual ordenamento jurídico e os princípios internacionais emanados por organismos de referência, como o ICOMOS. Em segundo lugar, a partir da análise empírica de dados estatísticos dos últimos cinco anos —utilizando fontes oficiais obtidas diretamente na base de dados do P.C., I.P.—, aborda-se o contributo do princípio “da conservação pelo registo científico” para a produção de conhecimento e para a gestão patrimonial, sublinhando que a documentação produzida no decurso dos trabalhos de campo e de gabinete, indispensável ao manuseamento e compreensão da coleção e do seu contexto arqueológico, que permanece, muitas vezes, como a ultima reserva de conhecimento, para memória futura, de uma intervenção de arqueologia preventiva e de minimização de impactes.

Nota biográfica | Short Bio

Gertrudes Branco, arqueóloga e Professora Auxiliar Convidada no Departamento de História da Universidade de Évora. Doutorada em Arqueologia pela mesma instituição, com uma especialização dedicada à Avaliação de Impacte Ambiental, a sua formação académica de base foi consolidada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Atualmente, na sua atividade científica destaca-se a investigação sobre arqueologia da paisagem, património arqueológico e arquitetura vernacular. A sua vasta experiência académica é complementada por uma sólida vertente técnica, exercendo funções na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). Autora de diversas publicações e coeditora da revista científica Scientia Antiquitatis.

Palavras-chave | Keywords património arqueológico, salvaguarda, Portugal

Autor

Prof. Gertrudes Branco (Universidade de Évora, Escola de Ciências Sociais)

Co-autor

Leonor Rocha (Universidade de Évora, Escola de Ciências Sociais)

Materiais de apresentação

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