4 – 6 de nov. de 2026
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
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Traçar a Paisagem Ribeirinha: Percurso e Representação Analógica na Construção da Perceção das Margens Culturais de Constância

5 de nov. de 2026 11:30
20m
Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Via Panorâmica, s/n 4150-564 Porto Portugal
Comunicação | Paper Paisagens, territórios & mobilidades Paisagens, territórios & mobilidades

Palestrante

Ana Rafaela Ribeiro (DINÂMIA'CET-Iscte - Centre for Socioeconomic and Territorial Studies)

Descrição

Apesar do desenvolvimento tecnológico que carateriza o século XXI, os territórios rurais ribeirinhos enfrentam processos de despovoamento e abandono progressivos, tanto por fatores sociais, como políticos, económicos e ambientais, refletindo-se na degradação do seu legado construído como natural, contribuindo para a perda da sua identidade cultural.
Neste contexto, as representações visuais, como o desenho, a pintura e a fotografia desempenham um papel fundamental na construção, mediação e transformação das perceções de diversos tipos de paisagem. Como tal, o estudo tem por objetivo através de uma abordagem qualitativa de natureza interpretativa, analisar de que modo estas práticas contribuem para a valorização do território, com base na interpretação da documentação recolhida e na reconstituição da perceção da paisagem ribeirinha, a partir de um caso de estudo.
O processo metodológico organiza-se em três fases: i) definição e leitura do percurso, através da observação direta, permitindo uma apreensão inicial sensorial do lugar; ii) recolha e análise de representações visuais de fontes históricas (como pintura, gravura e fotografia) e registos in loco no percurso (como o desenho e a fotografia), estabelecendo um diálogo entre ambas, iii) interpretação comparativa dos registos, identificando ruturas e transformações nos usos e significados relativos ao território.
O percurso definido situa-se em Constância, afetada recentemente pelas cheias do Tejo que, segundo os dados mais recentes do INE, tem sofrido perda de população, bem como o abandono de variados edifícios no centro da vila. Como tal, o percurso definido neste estudo trata-se da margem culturalmente habitada, adjacente aos dois rios que abraçam a vila, o rio Tejo e o Zêzere.
Perspetiva-se futuramente a expansão da análise a outros contextos ribeirinhos semelhantes, permitindo comparar os fatores identificados neste estudo. Considera-se a possibilidade de integração de atividades participativas para uma compreensão mais abrangente.

Nota biográfica | Short Bio

Doutoranda e assistente de investigação no centro de investigação DINÂMIA’CET-Iscte, com percurso académico e profissional focado na reabilitação do património e na leitura crítica do território.
Concluiu o Mestrado em Arquitetura na FA-ULisboa, com um projeto de reabilitação de um conjunto patrimonial ribeirinho, que representou a faculdade nos concursos Archiprix Portugal e Colégio do Património Arquitetónico.
Colaborou com variados ateliers de arquitetura e exerceu funções técnicas na Junta de Freguesia de Benfica, com intervenção em projetos de reabilitação de edifícios públicos e espaço urbano.
Realizou Erasmus na Czech Technical University e integrou o programa “SPEEDY Digital Urban Techniques”, em Pavia (2025).
Participou em iniciativas sobre participação ativa como "Desenhando Inovações Democráticas” (2024), no ISCTE-IUL, "DCitizens Summer School 2025: Empowering Citizens with and through Digital Technologies” (2025), no IST, e "Design Thinking" (2026), no ISCTE-IUL.
Frequentou também formações em SIG e BIM e outras sobre construção sustentável e reabilitação.

Palavras-chave | Keywords Paisagem Ribeirinha; Representações Analógicas; Perceção Territorial; Identidade e Significado; Margens Culturais

Autor

Ana Rafaela Ribeiro (DINÂMIA'CET-Iscte - Centre for Socioeconomic and Territorial Studies)

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