4 – 6 de nov. de 2026
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
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Cobrir as praças de touros na Península Ibérica: proteção patrimonial para um futuro pós-taurino

5 de nov. de 2026 12:10
20m
Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Via Panorâmica, s/n 4150-564 Porto Portugal
Comunicação | Paper Arquiteturas Arquiteturas

Palestrante

Luis del Campanar Santos Muñoz (Universidade de Santiago de Compostela)

Descrição

Desde finais do século XX, a tipologia do edificio das praças de touros tem experienciado um processo de cobertura através do qual o interior deixa de estar ao ar livre e pode ser utilizado todo o ano: produz-se uma exploração polivalente fora da temporada taurina, celebrada entre a primavera e o outono, sem sofrer qualquer inconveniente climático. Por meio de uma análise de casos, ofrece-se nesta investigação uma síntese sobre as diferentes intervenções com o objetivo de avançar para uma classificação das diferentes modalidades de cobertura. As primeiras são as coberturas integradas no projeto original, aquelas já planeadas durante o mesmo projeto construtivo da praça. Nesta categoria encontramos antecedentes no século XIX, como é o caso da praça do Bois de Boulogne em Paris (1889), o projeto irrealizado por António Dias da Silva para o Campo Pequeno em Lisboa (1892) ou a desaparecida praça de Martutene em San Sebastián (1907). Mas também iniciativas contemporâneas o Coliseum da Corunha (1989), o de Elvas (2006), ou as recentemente inauguradas de Viana do Castelo e Póvoa de Varzim (2025). A segunda modalidade de cobertura refere-se às construídas sobre a praça preexistente, verdadeiro objetivo desta investigação: resulta numa iniciativa que se postula como estratégia resignificadora ao harmonizar a dotação de uma nova função com a proteção patrimonial. Divide-se em duas categorias: as coberturas que implicam continuidade funcional, onde a praça mantém a sua estrutura interna e o seu uso contemplativo, como são os casos de Saragoça (1764/1989), Évora (1889/2007), Redondo (1957/2009) ou Tarragona (1888/2010); e aquelas com reconversão funcional, onde a cobertura e reabilitação esvazia o interior do edifício para instalar um novo conteúdo não contemplativo, como sucede em Las Arenas de Barcelona (1900/2011), que atualmente é um centro comercial.

Nota biográfica | Short Bio

Graduado em História da Arte pela Universidade Autónoma de Madrid (2016-2021) e Mestrado em Gestão do Património Artístico e Arquitetónico, Museus e Mercado da Arte na Universidade de Santiago de Compostela (2022-2023). Nesta mesma instituição desenvolve atualmente a sua tese de doutoramento através de um contrato FPU (Fromación de Profesorado Universitario) do Ministério das Universidades de Espanha, sob a orientação da Profª. Doutora Begoña Fernández Rodríguez, dedicada à arquitetura neomudéjar nas praças de touros espanholas.

Palavras-chave | Keywords Praças de touros; património histórico; rehabilitação monumental; mudança cultural; Península Ibérica

Autor

Luis del Campanar Santos Muñoz (Universidade de Santiago de Compostela)

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