Palestrante
Descrição
Concebido por Francisco Palha de Faria Lacerda (1827-1890) e projetado pelo arquiteto Miguel Evaristo Lima Pinto (1825-?), o Teatro da Trindade de Lisboa foi construído em apenas dois anos e abriu as suas portas ao público em 1867.
Longe de se tratar de um edifício que se manteve estático ao longo da sua existência, e apesar de manter grande proximidade à sua estrutura original, o Teatro sofreu algumas modificações ao longo dos anos, por necessidades de atualização ou por motivos funcionais ou estéticos.
No âmbito do recente projeto de intervenção para a recuperação das suas fachadas, foi realizada uma contextualização das obras a que estas foram submetidas desde a sua construção inicial até ao presente.
Este processo revestiu-se de um interesse especial, pois, além da utilização de documentação e de publicações variadas, foi possível perceber as alterações que foram sendo realizadas através da confrontação das informações recolhidas com imagens fotográficas tiradas ao longo do século XX, que apresentavam diversas pistas, como os cartazes ou os carros estacionados na rua, que, confrontadas com outras bases de dados e fontes, ajudaram a perceber a sua datação e a conseguir construir uma linha cronológica aproximada das diferentes alterações formais e iconográficas a que este edifício foi sujeito no último século e meio.
Nesta apresentação, será partilhado este processo, tendo em conta as suas dificuldades, bem como o sentimento de realização decorrente da possibilidade de complementar a investigação documental com diferentes metodologias de trabalho.
Nota biográfica | Short Bio
Alice Nogueira Alves. Conservadora restauradora, doutorada em Arte, Património e Teoria do Restauro. Professora Auxiliar Convidada da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e investigadora integrada do CIEBA.
| Palavras-chave | Keywords | Análise iconográfica; metodologias de investigação; contextualização histórica |
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