4 – 6 de nov. de 2026
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
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A Compagnie Royale Asturienne des Mines em Espanha e Portugal: circulações dos zincs d’art nos séculos XIX e XX

5 de nov. de 2026 11:30
20m
Faculdade de Letras da Universidade do Porto

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Via Panorâmica, s/n 4150-564 Porto Portugal
Comunicação | Paper Arquiteturas Arquiteturas

Palestrante

Daniel Lucas Teijeiro Mosquera (Universidade de Santiago de Compostela)

Descrição

A utilização generalizada do zinco como material de construção para grandes telhados inclinados começou em França na década de 1840. Para além de ser leve e impermeável, é muito maleável, qualidade que facilitou a sua utilização para fins decorativos através de mansardas, pináculos, cumeeiras, lambrequins e outros elementos arquitetónicos que ficaram conhecidos por zincs d'art. Muitas empresas especializadas surgiram em França durante o século XIX, destacando-se as belgas Vieille-Montagne e Compagnie Royale Asturienne des Mines (CRAM). Com o objetivo de expandir o seu negócio, a CRAM estabeleceu-se primeiramente em Espanha, em 1843, e depois transformou-se, em 1853, sob a designação de Real Compañía Asturiana de Minas (RCA). Para criar uma rede de vendas estratégica, a RCA abriu depósitos em várias cidades de Espanha a partir da década de 1860 e manteve-se em atividade até 1982, ano em que foi absorvida pela Asturiana de Zinc, S.A. Durante esse longo período, a RCA monopolizou todo o comércio de zinco na Península Ibérica. No entanto, em 1945, abriu uma nova filial em Portugal, com uma fábrica no Porto (Rua do Almada, 122-126) e uma agência em Lisboa (Rua do Ouro, 266, 3º), que operou até 1990. Dada a enorme importância desta empresa na história da arquitetura do sudoeste da Europa durante os séculos XIX e XX, esta comunicação analisará o impacto da CRAM através da sua produção artística. Para tal, o estudo basear-se-á no projeto Desde A Coruña para Galicia: arte e industria do zinc a través do Depósito Coruñés da Real Compañía Asturiana de Minas (1865-1982), ampliando-o por descrever —pela primeira vez— o legado da filial portuguesa através do seu acervo documental, atualmente sob a tutela dos arquivos da Asturiana de Zinc, S.A., em Arnao (Astúrias, Espanha).

Nota biográfica | Short Bio

Daniel Lucas Teijeiro Mosquera (A Corunha, 1996) é doutor em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela. É membro do grupo Investigación e Desenvolvimento en Artes e Humanidades (IDEAHS) da mesma universidade, com o qual participa nos projetos ARSOGAL (PID2022-137098NB-I00) e MODEL4PAT (PDC2025-165943-I00), ambos financiados pelo Governo espanhol. Atualmente, é também bolseiro da Deputación Provincial da Coruña com o projeto «Desde A Coruña para Galicia: arte e industria do zinc a través do Depósito Coruñés da Real Compañía Asturiana de Minas (1865-1982)» e candidato ao pós-doutoramento da Xunta de Galicia com o projeto «A exportación da fundición artística francesa na Península Ibérica (1850-1930). O triunfo da estética serial en ferro, bronce e zinc» (FUNDIART). A sua investigação centra-se na história da arquitetura, no planeamento urbano, nas artes decorativas, na cultura material e no património industrial, especialmente na produção artistica das fundições de ferro dos séculos XIX e XX.

Palavras-chave | Keywords Zinco; metalurgia; modelo; reprodução em massa; catálogo.

Autor

Daniel Lucas Teijeiro Mosquera (Universidade de Santiago de Compostela)

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