Palestrante
Descrição
O século XXI tem sido marcado por uma ruptura no processo de se fazer e pensar arte mediante a uma mudança no eixo global em que o pensamento eurocêntrico deixa de ser hegemônico e a arte passa a questionar os cânones europeus ao dar voz aos discursos silenciados por narrativas coloniais. Dentro deste contexto, a história da arte passa a ser problematizada como ferramenta de legitimação de um domínio imperial, cultural e histórico, sobre os povos tidos como menos desenvolvidos, ou fora dos padrões eurocêntricos. Assim, ao dar espaço para que outras perspectivas sejam discutidas, possibilita-se o desenvolvimento crítico e uma transformação na maneira em como o ser humano se relaciona com o mundo ao revisitar o passado por meio de outros pontos de vista. Dessa forma, o seguinte artigo busca analisar os estudos pós-coloniais e criar um diálogo com o discurso decolonial através de autores latino-americanos como Walter Mignolo (1941), Aníbal Quijano (1928-2018) e Maldonado-Torres (1971) que defendem o “giro estético decolonial” como ato de descolonizar o saber, o sentir e o ser em produções artísticas contemporâneas, a partir das obras da artista brasileira Adriana Varejão (1967) que utiliza de meios de apropriação e transgressão como forma de ruptura e crítica às estruturas de poder colonial que perduram até hoje.
Nota biográfica | Short Bio
Giovanna Brinço, licenciada em História da Arte (2025) e mestranda em História da Arte, Patrimônio e Cultura Visual pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, desenvolveu ao longo do seu percurso acadêmico pesquisas relacionadas ao panorama artístico brasileiro. Os seus interesses de investigação encontram-se direcionados para o campo da História da Arte Contemporânea através de temáticas referentes a questões de identidade e cultura latino-americana.
| Palavras-chave | Keywords | Arte Contemporânea, Colonialismo, Decolonial, Apropriação, Transgressão. |
|---|