4 – 6 de nov. de 2026
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
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Entre Permanência e Impermanência: desafios à preservação das habitações palafíticas e vernaculares no Brasil e em Portugal.

6 de nov. de 2026 10:45
20m
Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Via Panorâmica, s/n 4150-564 Porto Portugal
Comunicação | Paper Gestão do Património Gestão do património

Palestrante

Sra. Enilene Débora Leite Rodrigues (Faculdade de letras da Universidade do Porto - FLUP)

Descrição

Este artigo analisa a relação entre permanência e impermanência das habitações palafíticas e vernaculares em contextos distintos do Brasil e de Portugal, a partir de uma abordagem comparativa entre três casos, na ótica da gestão patrimonial: as palafitas da Ilha do Combu, em Belém do Pará na Amazônia brasileira; a aldeia da Palhota, no Município de Cartaxo em Portugal; e as antigas palafitas dos Alagados, no Recôncavo da Baía de Todos os Santos em Salvador no nordeste do Brasil. A Ilha do Combu representa a permanência como adaptação, associada ao modo de vida ribeirinho e às práticas sustentáveis reconhecidas nos debates da COP30, realizada em Belém, especialmente no âmbito de iniciativas que valorizam economias locais, a preservação de saberes tradicionais e a adaptação ambiental. Em contrapartida, a aldeia da Palhota evidencia uma permanência fragilizada e em risco, marcada pelo abandono progressivo e pela perda de função social das habitações. O caso dos Alagados caracteriza-se por um processo de impermanência, resultante de políticas de urbanização que levaram à remoção e perda dessas estruturas e à ruptura dos modos de vida associados. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, baseada em investigação documental e análise de contextos territoriais contemporâneos. Os resultados indicam que a permanência dessas formas de habitar não depende apenas da materialidade ou da técnica construtiva, mas também da continuidade dos sistemas sociais, culturais e económicos que as sustentam. Conclui-se que a impermanência está associada à desarticulação dessas relações, enquanto a permanência se consolida na integração entre territórios, cultura e práticas sustentáveis.

Nota biográfica | Short Bio

Nota biográfica 1° autora e que apresentará a comunicação; arquiteta e urbanista licenciada pela UNAMA -BR, MBA em Construções Sustentáveis pela UNICID – SP - BR. Mestre em Comunicação, Linguagem e Cultura pela UNAMA-BR, Pós-graduada em Ciências Humanas: Sociologia, História e Filosofia pela PUC-RS. Possui especializações em Neurociência e Ciência do Bem-Estar e, em Ciências Humanas, ambas pela PUC-RS. Atualmente, é doutoranda em Estudos do Património pela FLUP/ Universidade do Porto. Atua na área do planeamento urbano e do património histórico, com experiência na coordenação de projetos urbanos relacionados com a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC), no âmbito da COP30.
2° autora :Doutora em Estudo do Património – Museologia, pela FLUP - PT, mestre em arquitetura e urbanismo na conservação de arquitetura em madeira pela UFBA - BR, Licenciatura em Museologia pela UFBA, Professora adjunta UFRB – Bahia – BR.

Palavras-chave | Keywords Permanência-Impermanência; Palafitas; Ilha Combu; Palhota; Alagados.

Autores

Sra. Enilene Débora Leite Rodrigues (Faculdade de letras da Universidade do Porto - FLUP) Dr. Rita de Cássia Silva Doria (Faculdade de letras da Universidade do Porto - FLUP/CITCEM)

Co-autores

Dr. Marcia Cristina Ribeiro Gonçalves Nunes (Universidade da Amazônia -UNAMA -Brasil) Dr. Paula Menino Homem (Faculdade de letras da Universidade do Porto - FLUP)

Materiais de apresentação

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