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O intenso campo magnético de Júpiter, aliado à sua rápida rotação, impõe ao ambiente ao redor do planeta um regime de corrotação de plasma que se estende de modo a alcançar os satélites Galileanos com velocidades relativas sub-Alfvénicas. Nessa configuração, cada satélite responde de forma distinta à passagem do plasma magnetosférico de Júpiter, e é justamente dessa resposta que se originam parte das emissões aurorais observadas em altas latitudes jovianas, incluindo emissões de rádio decamétricas (DAM). Esse trabalho concentra-se na revisão teórica da interação eletrodinâmica entre Júpiter e os satélites Galileanos e evidências observacionais de rádio associadas a esse acoplamento: desde o reconhecimento pioneiro do controle exercido por Io sobre as emissões decamétricas jovianas, comprovado estatisticamente em catálogos como os do Nançay Decameter Array, até a identificação mais recente e ainda pouco frequente de assinaturas induzidas por Europa e por Ganímedes. Por fim, discute-se o papel das missões JUICE e Europa Clipper, cuja chegada ao sistema joviano a partir de 2030 deve fornecer os primeiros dados in situ capazes de testar diretamente essas previsões para Europa, Ganímedes e Calisto.